Não sou assim, não como me pensas, sou o que sou e o que sou devo-o à génese, à educação e a muitos factores que condicionaram o meu crescimento, esses que fazem de mim aquilo que hoje vês, aprendi a respeitar o bem e o mal, a saber interpretar o certo e o errado, acabei por ser aquele que um dia viveu o seu próprio interior, no fundo acabei por perceber o elemento que nos fascina a todos, de uma forma ou de outra, todos temos o elemento que nos faz sonhar, ser e avançar, fácil é se o entendermos na plenitude, fascinante será se o conseguirmos descobrir e percorrer este caminho com ele.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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