É um prenúncio que se escreve, a noite cai, ainda bem que nada vejo e que a chuva invade este lugar, perdido encontrei a verdade do meu desejo, contente com o sol e com a luz que desprende a minha voz, vou guardar este exemplo de morte aos invictos e imortais, escuto as conversas, importantes ou não, aparentemente sem nada serem e dizerem, até finjo que estou interessado, gosto de duas caras e mentiras porque chegam sempre atrasadas, estou convicto que na derrota, fui vencedor, convicto que os fracos se revêem nas suas fraquezas, convencido que se venceram pelo cansaço, convicto que olham o tenebroso vale escondido, a era jamais vencida, que vivem a vida jamais escolhida, convencido que a sua altivez esbarrou na escuridão, convencido que o futuro tem mais nomes, para os fracos, inalcansável, para os outros, a oportunidade.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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