Perdido na penumbra de um dia que acaba, chamo por ti e revejo o teu olhar no caminho até casa, abraço o teu destino e levo-te comigo, sozinho com o peso da saudade, vejo olhares cheios de nada e pessoas loucas que nada ouvem e que não sabem o que dizer, logo que chego, memorizo o teu sorriso antes de o alcançar, dispo-me do dia e deixo-o sem resposta, abraço o destino como se nada mais existisse, não sei quanto tempo nem sei o que trago dentro do meu peito, não sei o que fui nem sei o que serei, mas sei o que és em mim, sei o que sinto quando distante te escrevo, quando espero o fim do dia com desejo, quando olho as mãos vazias e seguro o peso do teu mundo, sei de ti porque estás em mim.
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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