Bato a porta e olho-te mais uma vez, és o riso e a lágrima, a expressão por controlar, és o mundo no meu pensamento, nunca me esqueci de ti, tudo muda, tudo passa e tudo tem o seu avesso, és a lua, o sol e o fim da tarde, és o tempo onde descanso, o intenso imaginário, o eterno onde adormeço. Podes vir como quiseres, podes ser o que entenderes, a qualquer hora e em qualquer lugar me encontras, por agora só te quero ouvir, podes contar a tua história, a tua pequena glória, podes ser a tua memória. Houve um tempo em que pensei que o mundo à minha volta ruía, um tempo que parece perto de tão longe que está, um tempo sem tempo para me libertar, um tempo que pode vir como um abraço, que pode vir sem ter motivo, um tempo que terá em mim o seu espaço, um tempo que terá de mim, todo o tempo do mundo.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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