Hoje foi o silêncio que tomou conta do destino, palavras que vieram de mãos vazias, saudade que veio e que ficou, dias banais que não perdem o medo e o segredo, o silêncio que dança num beijo apertado, o silêncio que esta noite se tornuou o dono do céu, que abraçou o tempo e a vida em gestos nunca iguais, que parou e viveu num olhar roubado sem licença, o silêncio que nunca se perde e que nunca se gasta, que se esconde em palavras de uma vida, que tropeça num sorriso, que de costas voltadas, grita por não ver a volta do mundo, o silêncio que se salva no mapa já traçado, que vê a luz adormecida, que serve de chave mesmo com a porta aberta, que é voz profeta em casa deserta, o silêncio, que nada me diz e que tudo me leva, o silêncio...
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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