Depois, há aqueles que pensam em si mais do que convém, aqueles que pensam que fazem sempre um trabalho melhor, aqueles que não sabem estar no seu lugar, aqueles que sonham com a cadeira de juiz, aqueles cuja língua é tão fraca que só profere palavras criticas, aqueles que fazem habilidosos interrogatórios para extorquir expressões e opiniões e depois lancá-las como sementes de separação, aqueles que repetem palavras como sendo originais, aqueles que guardam o desagradável com o intuito de envenenar os outros, aqueles que olham para o seu espelho e não encontram defeitos, aqueles que usam a mentira como única forma de dizer a verdade, e que, ainda assim conseguem ser felizes nesse lugar tão fundo onde sobrevivem, o verdadeiro valor moral é aquele que não procura sobressair pensando mal e falando mal dos outros, desvalorizando-os, é aquele que é tolerante e humilde, é aquele que se ralciona tão intimamente com a verdade que coisa alguma, nem mesmo o martírio e a morte, o poderiam separar dela.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
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