O que somos tem mais influência do que o que dizemos, a vida honesta, coerente e tolerante é uma carta escrita, presente, conhecida e lida por todos, quando no coração habitam a bondade, a pureza, a mansidão e a integridade, elas resplandecerão no carácter, e este será sinónimo de dignidade, é o morrer diário do próprio eu, nas pequenas relações da vida, que nos torna seres vencedores, se renunciarmos a esta luta, perdemos a força e a alegria dessa vitória.
Desabafo na hora da partida, escolho o tema e ilustro-o num desafio inquietante, percorro a linha e a ideia de conseguir chegar lá, subo e desço as escadas, passo por janelas e portas, umas com e outras sem, ao longe a vista deslumbra um rio que bate no mar e que faz cruzar tormentas dignas de Adamastor, não existe, eu sei, mas é um Desafio, é a escolha do caminho por escolher, aquele que existe ainda sem existir, é a criação, a procura, o prenúncio, é a descoberta da capa pela contra capa, é usar uma perna antes da outra e interiorizar uma certeza, a de que conseguimos desafiar o próprio.
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