Ainda
sobre este silêncio, aquele que em mim é apaziguador, que traz no pensamento um
delirante e intenso grito, que é emotivo, marcante, único e essencial, que é
destemido, sentido e sereno, que é ofegante e apertado, sincero e deslumbrante,
esse silêncio que, simplesmente, considero perfeito, que refaz uma alma que já
pouco vacila num coração disposto a aceitar as contrariedades da vida. Esse silêncio
que vê os cartoons como os mais belos retratos do exemplo e dos olhos entorpecidos,
que está presente no estigma, que não censura. O silêncio que faz sentir as borboletas
no estômago quando se aventura no desconhecido. Mas porque devo silenciar este ensejo
se o agora pode ser a única verdade que conheço?
Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)
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