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Os dois mundos


O laço infrangível que consegue unir os dois mundos, que torna apócrifa a fronteira entre a vida e morte, e possível o seu encontro de todos os dias. Tudo pode continuar como está, numa espécie de limbo, de reino intermédio e esbatido, tudo podia continuar assim se o amor nunca tivesse aparecido, mas ele veio e isso alterou tudo…deixou que o silêncio tomasse conta da beleza, deixou-se levar pelo indomável espirito da aventura, deixou-se contagiar pelo inexorável sorriso, deixou um brilho único, irresistível. Veio para mostrar o carácter ilusório do paraíso em que pensamos viver, veio para obrigar a escolher entre este tempo e o outro, veio para dar a conhecer, com maior lucidez, a ponte que atravessa os dois lados da existência, veio com essa força dominadora, veio para ficar, veio para não deixar desistir, veio para nos escutar, veio para nos ler, veio porque tem um nome e uma força avassaladora que só a ele conseguimos dar, veio para fazer tremer e chorar, veio simplesmente. O amor eterniza na vida a imortalidade que a morte jamais alcançará.       

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Na verdade, o verdadeiro medo está presente em cada gesto egoísta, em cada afronta, em cada pensamento individual, em cada mentira...o verdadeiro medo é consumido, é vivido e bem tratado por nós... "O homem justo não é o que não comete nenhuma injustiça, mas aquele que, podendo ser injusto, não o quer ser." (Mandro)

O labirinto do tempo

Visto daqui pareces distante, tudo faz sentido e é finito quando os teus olhos pronunciam o desenho desenhando e as tuas palavras escrevem escrevendo, é o teu corpo que deslumbro, alto e legítimo, como na anunciação, fecundado no espírito, como no alfa, que vagueia no éden ou noutro jardim qualquer. É esse o teu corpo, dentro do desenho e fora das palavras ou dentro das palavras e fora do desenho, deixas-me perdido...na busca do labirinto do tempo, a viajar pelo sentido dos sentidos.  

Missão

Nos momentos mais íntimos do nosso pensamento, percebemos que a verdadeira razão da nossa existência é a verdade do silêncio das nossas acções. "A nossa missão não é julgar o que é justo ou injusto: é apenas ajudar." (Teresa de Calcutá)