Não me perguntes mais, segura-me nos teus braços, ampara o meu silêncio e as lágrimas que gritam enquanto dormes, de nada adianta querer chegar à fala com as palavras, entre os rumores que nos chegam e a infinita misericórdia, vive um ser de confiança, de transcendente sentido, de inteira verdade, herdada da vida, só para que a morte faça sentido, só assim repouso a mão na teu infinito mapa de sentido trágico que nos arranca do calor até ao fim do horizonte, até para lá da viagem, até para lá do luto e da agonia, até onde achas que conseguimos ver, mas é preciso ver mais longe, é...é preciso amar sem cura e confessar calado, é preciso, perante a beleza, perder-me diante de ti, recolher esse olhar perdido e entregar-me à dança, ao rodopio inventado entre o lápis e o pensamento, é preciso desenhar o não desenhado, é preciso encontrar a ilha dos amores, relatar doces escritos e naufragar diante desse teu ser, desse teu desejo, juntos ainda e para sempre, até quando quisermos.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." - Dalai Lama
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