Do preâmbulo se faz a inquietação de uma beleza que se transforma em metáfora dos meus pensamentos, durante a lua cheia e perante uma presunção inquietante sou chamado a um sofisma que interpreta a arte numa delicada intimidade com a alma, sou chamado ao silêncio do meu incessante grito, sou chamado a uma pintura sem tela, onde a escrita e o pincel se cruzam na iniciação de uma matemática sem razão, onde o acordo obriga a uma urgência de afectos, de desenhos nunca desenhados, de testamentos nunca testemunhados, de exorcismos meditados, de ilhas por descobrir. Acerca de anjos, acerca do corpo, acerca do meu eu, acerca da origem, do tempo no desenho, do doce oculto em redor da babilónia, redonda que é a vida, fica a visão da dor, do ego e do desenlace. Relevo saber o caminho mais fácil, nada é mais simples de tão enigmático.
Prometo continuar a guardar este lugar que se destina a ti, desgovernado e permissivo vai o querer, tenho saudade do que me traz por cá, por entre muros, fronteiras e descobertas vou comprando cada letra que falta do alfabeto, anos, foram precisos anos para esconder-te, e só por isso existes e estás dentro de mim, serei o que de mim fizeres porque por entre anjos e demónios sinto-te e continuarei a sentir-te, ainda que caiam os céus, por ti tudo e por ti também, e é, simplesmente, mágico, sentir e ter-te novamente.
Fiquei curiosa desde que me disseste que tinhas um blog. Boooolas! Tu sim, tens jeito para a escrita. Não te falta a fluidez, a imaginação, o vocabulário... eu apenas faço rascunhos lol
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